“-Quanto tempo não?
-Sim, bastante -sorri sem graça-
-Você esta mudada, digo não só por fora, sei lá distante.
-Como assim?
-Quando lhe perguntei quanto tempo,vim já com intensão de receber um grande abraço de urso que você costumava me dar.
- A sim, entendo… bom tenho que ir, até um dia.
- Ei, espera não ganho um abraço mesmo?
- Por que te daria?
- Você prometeu… prometeu que sempre me abraçaria quando eu pedisse, lembra? você seria pra sempre minha proteção.
- Engraçado, você também prometeu nunca ir embora, nunca me trocar, nunca me deixar, e o que você fez? tudo o contrario…se você não cumpre as tuas promessas por que eu deveria cumprir as minhas?
- Por…porque você não és eu.
- E também não sou a garotinha ingenua de há 4 anos atrás.”
“Vão se passar 5, 10, 50 anos. Então alguém vai falar o nome dele. E você ainda vai saber quem é. Suas manias. Dos risos. Mesmo que seja passado, você sempre vai sentir falta dele.”
“Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades. Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei. Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter. Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar.”
“Li uma vez que você vive não sei quantas mil horas e pode resumir tudo de bom em apenas cinco minutos. O resto é apenas o dia-a-dia. Um olhar, uma lágrima que cai, um abraço… Isso é muito pouco na vida. Então, isso vale mais que tudo para mim.”
“Acredito que as pessoas aprendem com os próprios erros e com o tempo. Acredito também que quem traiu uma vez e foi perdoado vai trair de novo. Acredito que aquelas pessoas que vivem falando mal dos outros vão falar mal de você com esses outros. Acredito que as pessoas só mudam por vontade própria e nunca pelo pedido de outra pessoa. Acredito que tudo que eu acredito hoje vai mudar com o tempo. E que, no futuro, talvez, eu acredite em menos coisas. Ou em nada mais.”
“E já não eram sós, ambos somavam entre si, não importava mais quem era a primeira ou a segunda pessoa, por que eles eram um só, e todos questionavam-se sobre quem seria o sujeito e quem seria o predicado. Quem se conjugaria no pretérito e quem renunciaria, ou seria, a forma “mais que perfeita”. Conjugavam-se de maneira irregular explicitando suas diferenças, reconhecendo os fragmentos e os complementos. Buscavam a medida certa. E assim, reconheceram-se juntos, sem necessidade de mais nada para se completar, por que juntos, eles transbordavam.”